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Qual é a sua meta para este semestre?

Qual é a sua meta para este semestre?

Você já ouviu falar de SMART goals?
A seguir apresento uma tradução do texto da professora  canadense Michelle Morissette que utiliza esta ferramenta com seus alunos. Ela dá aula para alunos de diversos países que vão para o Canadá para cursos de três meses. 
 
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Se eu perguntasse a vocês qual a sua meta para o curso de inglês, muitos responderiam “Eu quero melhorar meu inglês”. Outros tentariam ser um pouco mais específicos e diriam “Eu quero entender os falantes de inglês” ou “quero melhorar minha gramática”.

O que estes objetivos realmente significam? Como medi-los? Como determinar o quanto você, de fato, já atingiu? Como o professor pode ajudá-lo se suas palavras são tão amplas?

Então, qual a resposta?

É importante que você tenha um sonho, uma meta que queira atingir. Entretanto, se você realmente quer atingir essa meta, você não pode esperar que isto aconteça apenas por dizer que quer alcançá-la. Você precisa de estratégias reais que ajudem-no a atingir seu sonho.

Ao invés de ter objetivos vagos, indefinidos, você precisar determinar metas realistas, objetivos que você realmente consiga atingir.

Especialistas em negócios e psicólogos têm provado que determinar SMART goals ajudará você a atingir a sua meta com eficiência e eficácia e, ainda a medir e ver o seu progresso.

A palavra SMART é um acrônimo de Specific (específico), Measurable (mensurável), Attainable (possível de se alcançar), Realistic (realista)/ Relevant (relevante) e Time bound (com tempo determinado para terminar).

Então, o que tudo isto significa?

Uma maneira de pensar sobre os SMART goals é considerá-los com uma série ações menores, fáceis de cumprir rumo ao seu objetivo maior.

Se você usar esse método, você caminhará um passo de cada vez rumo ao seu destino final. Você estará propenso a desenvolver a autodisciplina, requisito para desempenhar as ações planejadas, além disso, esse processo fará você acreditar que é capaz de atingir o seu objetivo final.

 

Definindo seus objetivos – SMART goals

S- Specific (Específico)

Faça com que seus objetivos sejam específicos, diretos, fáceis de explicar para outra pessoa.

O que você quer alcançar? Dizer que quer melhorar a gramática do Inglês é vago. Não significa nada porque você não sabe realmente o que quer melhorar e não tem como medir esse objetivo

Por outro lado, se você está num nível avançado, comece com algo como “eu quero ser capaz de escrever cometendo o mínimo de erros em tempos verbais até o final deste curso” ou “eu quero ser capaz de entender e usar preposições apropriadamente em 80% do tempo”.

Não diga que quer aperfeiçoar as suas habilidades em comunicação. Tente algo como “quero ser capaz de manter confortavelmente uma conversa de 10 minutos com uma pessoa desconhecida”.

smart goalsM- Measurable (mensurável)

Faça com que seus objetivos sejam mensuráveis. Por exemplo, se você quer cometer menos erros em tempos verbais na escrita, comece a trabalhar neste objetivo aprendendo quais os tempos verbais usar na sua escrita.

Comece a fazer auto-correção e revisão em sua escrita. Finalmente, conte os erros em tempo verbal que seu professor destacou. Seus erros estão diminuindo a cada texto? Não desista depois de uma ou duas tentativas. Continue fazendo este exercício por um período, medindo o seu progresso.

Você está se aproximando do seu objetivo? Se você não alcançar o seu objetivo, avalie o tempo e a meta estipulados.


A- Attainable (possível de alcançar)

Certifique-se de que consegue atingir o seu objetivo em um prazo realista.

Não determine vários objetivos ao mesmo tempo. Por exemplo, se você não se sente seguro para falar inglês fora da sala de aula, não pense que estará fluente e seguro ao final de três meses. Em lugar disso, decida trabalhar para  se sentir seguro para falar em situações específicas de interação (como atender ao telefone, participar de uma conference call de 20 minutos, fazer uma apresentação de 15 minutos no trabalho). Então, escreva seu objetivo e trabalhe nele!

Depois de algumas semanas, tente determinar se o seu nível de segurança aumentou.

Continue medindo. Agora você está usando seu Inglês de forma espontânea com estranhos, no trabalho, etc?

R- Relevant (Relevante)

Certifique-se de que seus objetivos são relevantes no contexto geral das suas necessidades, por exemplo, ouvir músicas em inglês para adquirir vocabulário e pronuncia ( qual seria a relevância de ouvir músicas em português para melhorar o Inglês?!)

Foque nos seus pontos fracos em lugar de focar nos pontos fortes. Por exemplo, se a sua pronúncia está OK, então não precisa trabalhar nela agora.

Decida em que você precisa trabalhar mais agora. E seu vocabulário? Você ainda usa palavras simples como bad, good, nice, interesting, have, be, and, do  em lugar de uma seleção de palavras mais elaboradas que mostre que você não é iniciante?

Determine o tipo de vocabulário que você quer ser capaz de usar efetivamente num determinado prazo.

Certifique-se de que são palavras úteis na sua vida, não o tipo de vocabulário que você usará apenas uma vez em um teste. Então, estabeleça uma estratégia em como você pretende atingir esse objetivo. Faça com que seu objetivo seja específico, mensurável e realista.

T- Time Bound (com prazo determinado para acabar)

Determine um prazo limite dentro do qual você quer atingir o seu objetivo. Lembre-se: não há mágica. Seu Inglês não estará perfeito em três meses, mas você pode melhorar sua capacidade de ouvir noticiários em Inglês ou entender instruções mais complicadas no trabalho. Você pode começar a se sentir mais confortável ao sair da sua zona de conforto e falar com falantes nativos.

(Este texto foi baseado no artigo original em inglês de Michelle Morissette, mediante autorização da autora. Original aqui)

Para saber mais:

SMART goals- definição

Dear fellow teacher, if you liked the idea of using SMART goals as a tool in language learning, here you can find a complete presentation for free to help you to introduce it to your students.

 

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Como aprender inglês com filmes.

Aprender é muito mais fácil quando podemos nos envolver com o conteúdo, nos divertir, construir coisas, fazer amigos. Aprender inglês com filmes é uma das melhores estratégias para ampliar vocabulário e aprender a pronúncia de novas palavras.

Uns anos atrás, eu alugava filmes legendados, colava fita crepe na tela da TV no lugar em que deveria aparecer a legenda e assistia o filme duas vezes ou mais. Qual professor de inglês que nunca fez isso? Era a forma que tínhamos de treinar o listening. Filme com legenda e áudio em inglês não existia nas locadoras. Lembro-me que uma revista lançou uma coleção de fitas assim. Corri pra comprar a primeira (era promoção). O filme era a Rosa Púrpura do Cairo, assisti mil vezes…só pra treinar listening, pronúncia e vocabulário.

Quando surgiu o DVD, logo pensei: “a salvação da lavoura!”.

Não perca tempo! Pegue seus filmes favoritos e ponha com áudio em inglês e sem legenda. Assista, veja se entendeu alguns diálogos, quais palavras ouviu? Assista novamente, agora áudio e legenda em inglês. Pare o filme, volte, explore os diálogos, o vocabulário.

Depois de assistir ao filme, tente registrar algumas expressões que foram usadas, por exemplo, durante um jantar: o que o garçon disse, o que falaram para o garçon, como pediram a conta, como pediram o cardárpio. Faça isso em forma de mapa conceitual (mind map). Será uma forma rica de construir um vocabulário que tenha significado, amparado no contexto real de uso da língua. Dependendo do tipo de filme, o vocabulário será muito informal, com muitas gírias específicas de grupos sociais, o que dificultará a sua compreensão. Prefira documentários, filmes românticos, infantis, épicos.

Um conselho: assista sozinho! Não adianta chamar a namorada, o marido, os filhos pra assistir com você. Assista com caderno, lápis, dicionário e controle remoto na mão. Você está estudando, lembre-se disso.

Na Internet, é possível encontrar vários materiais prontos, trechos selecionados acompanhados de série de questões para avaliar se você entendeu tudo.

Eu sugiro o site ESL Video Quizzes. Na barra superior do site, acesse /Quizzes/ e na barra que abrirá, selecione o seu nível: Beginning, Low-intermediate, etc. É só esperar o filme carregar e depois responder as questões na direita da tela e verificar se você acertou tudo. Faça isso sem moderação, quantas vezes quiser!

Abraço e até a próxima!

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Quanto tempo leva para aprender inglês?

Se você é professor, já ouviu está pergunta milhões de vezes.

Se você é aluno, está ansioso pela resposta.

Infelizmente, não tenho a reposta porque não é o professor que determina quanto tempo “leva pro aluno aprender inglês”. Quem determina a duração do curso é o próprio aluno. É ele quem deve definir onde quer chegar com o idioma. Talvez, ele precise passar no teste de proficiência para entrar no mestrado, talvez passar num concurso, ou “se virar” numa viagem ao exterior, ou ser fluente, ou ser professor daquele idioma.

kid-riding-bikeAprender a andar de bicicleta, é um exemplo muito pertinente. Embora, alguém dê a bicicleta de presente, ensine as técnicas de sentar, pedalar e virar pra um lado ou outro, segure a bicicleta, dê um empurrãozinho na subida, quem vai decidir o melhor momento para tirar as rodinhas auxiliares e sair pedalando sozinho, é o aprendiz.

O aprendiz talvez, como eu, contente-se a dar umas pedaladas desengonçadas. Talvez, ele queira aprender a fazer algumas manobras diferentes. Talvez queira ser um profissional. Talvez queira ser campeão.

Observem que quem decidiu quando ser independente e quanto se aperfeiçoar foi o próprio aprendiz.

Eu nunca serei campeã de bicicross, mas a minha habilidade de “pedaladas desengonçadas” satisfaz a minha necessidade e me deixa bem. Sou uma ciclista desengonçada feliz! E isso foi decisão minha.

Então, não se engane:

1- Não há fluência em 18 meses. Há sim aprendizagem, mas não fluência.

2- Não há aprendizagem sem esforço, sem dedicação. Não existe curso mais fácil. A tarefa é a mesma.

3- Não existe aprendizagem se você não se assumir como aprendiz. Deixe de “corpo mole”, arregace as mangas e estude!

4-Não tenha pressa. Dedique-se, respeite o seu tempo de aprendizagem. Não há mágica.

5-Não faça do idioma um fardo. As coisas que você gosta podem ser estudadas, descritas, ouvidas em inglês, espanhol, japonês. Veja seus filmes favoritos, músicas, pesquise sobre seu hobby no idioma que quer aprender.

6- E o mais importante: confie em você.

Achei um vídeo que fala quase tudo isso, em outras palavras e com outros argumentos. E se quiserem aproveitar, o canal todo é muito bom: Misterduncan.

O Denilso de Lima escreveu um artigo muito interessante sobre o mesmo tema, falando da preparação do aluno para a aprendizagem autônoma. Vale conferir. Aqui.

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Está procurando emprego? Tem dúvidas sobre o processo de seleção? Não perca estas dicas.

Uma dúvida recorrente na hora de atualizar o currículo é como descrever o nível de inglês, como se preparar para a entrevista, é relevante citar no nome da escola ou do professor, quais habilidades do idioma são essenciais para ingressar no mercado, etc? Para responder a estas e outras dúvidas, convidamos uma profissional experiente em recrutamento e seleção, Angela W.Lima, Headhunter da Vale Empregos.

Então, vamos à entrevista:
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– É relevante colocar no currículo os diplomas de cursos de inglês como fazíamos antigamente? (diplomas de escolas, franquias, por exemplo)

-Angela W Lima: Não necessariamente, mas colocar o nome da última escola cursada e o nível do inglês ajuda bastante, eu gosto de encontrar no currículo o nível da língua como no exemplo:
Idiomas:
Inglês:- Fala (intermediário) Escreve (avançado) Lê (avançado) – “EscolaX” 2008 (último ano cursado).
Ou
Inglês:- Fala (07) – Escreve (09) – Lê (09) – cursando “EscolaX”
Isso dá uma boa noção à selecionadora do nível de inglês do candidato.
É Importante também colocar se ainda está cursando, pois se a vaga pede um inglês avançado, mas o aluno está no intermediário, mas está cursando, então está apto a concorrer a vaga.

Outra dica é que quando se está aprendendo com um professor particular, em vez de colocar “cursando”, pode se colocar “em desenvolvimento”, isso é válido também quando a pessoa é autodidata, coloque “autodesenvolvimento”.

– E quanto a certificados internacionais, como TOEFL por exemplo, oferecem algum diferencial ao currículo?
– Angela W Lima: Sim, a certificação dá a certeza do nível de fluência da língua, “elitiza” o candidato.

– Se o candidato tem apenas conhecimento básico de inglês, adquirido durante o Ensino Fundamental e Médio é importante inserir esse dado no currículo?
– Angela W Lima: Não. Só deve incluir no CV a partir do Intermediário, também colocar no currículo o inglês básico ou intermediário e colocar que está “cursando particular” dá a idéia de puro “enrolation”, se for realmente particular, coloque o nome do Professor.

– Inglês em desenvolvimento – Nível: Fala (básico) Escreve e lê (interm)

  Professora: Angela Ventura , Método: “X”       (desde 04.2005)

– Como o conhecimento de inglês é avaliado no processo de seleção?
Angela WLima: Geralmente, é entrevistado pelo profissional da área, fluente no idioma. Não raro, um primeiro teste é feito pelo telefone por profissional. Muitas vezes, escolas de inglês são contratadas para aplicação dos testes. Algumas empresas enviam primeiro um link para o primeiro teste on line.

– Quais as habilidades são mais cobradas pelas empresas: a fala, a escrita, capacidade de ouvir/entender ou a leitura?
– Angela W Lima: Capacidade de falar e ouvir são mais solicitadas.

– Com relação à gramática, ela é cobrada e apreciada durante o processo de seleção?
– Angela W Lima: Quando o teste é aplicado por escolas sim, mas primeiro é avaliado o idioma falado. Depende muito de como o idioma será usado na empresa, há casos que será usado mais para comunicação por e-mail, e assim a gramática será cobrada, cada caso é diferente.

-E a pronúncia é avaliada durante a seleção?
– Angela W Lima: Sim, é a primeira avaliação.

-Você já entrevistou candidatos que mesmo tendo um nível avançado, “travaram” no momento de falar?
– Angela W Lima: Sim, se o candidato não é bem preparado, ele trava.

– Você deixaria alguma dica, conselho para os profissionais que ainda não dominam a língua inglesa?
– Angela W Lima: A dica é procurar uma escola ou um profissional sério, procurar avaliar se o professor é realmente capacitado, se a técnica utilizada vai ao encontro de suas necessidades e começar a estudar o quanto antes. Você vai ver que é bem mais fácil do que você imaginava.
Ah, e o diferencial salarial de um profissional com inglês é de mais de 30%. Hoje em dia uma empresa solicitar candidatos com fluência no idioma inglês já é considerado requisito obrigatório, mas candidatos com inglês avançado ou fluente ainda é um diferencial competitivo.
Yes we can! You can!

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angela limaÂngela W LimaCom Formação na área Administrativa e em Gestão de Recursos Humanos, Pós Graduada em Gestão de Pessoas com enfase em Projetos Sociais pela UNIFEI-Universidade Federal de Itajubá-MG, atua na área de Gestão de Pessoas e Recursos Humanos de forma empreendedora desde 1986, é Headhunter há 15 anos.
Atua como Professora Universitária do curso de Administração, ministrando Aulas sobre Gestões Complexas, Relações Humanas Organizacional, Liderança, Comunicação Interna, Gestão Empresarial, Gestão do Conhecimento e Outras Ferramentas de Gestão e outros temas ligados a Desenvolvimento Humanos e Profissional. Para saber mais, clique aqui.

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Como fazer anotações durante as aulas com muito mais eficiência

Como fazer anotações durante as aulas com muito mais eficiência

Logo no início do livro The Lexical Approach, de Michael Lewis, ele escreve as “palavra de sabedoria” que coleciona de leituras, palestras, conversas com amigos. Umas das que me chamou a atenção foi a seguinte afirmação:

“If you want to forget something, put it on a list” (Earl Stevick, Writing about memory).

Não deu outra! Lembrei-me do meu primeiro livro de inglês cuja capa estava repleta de palavras e suas traduções. Eu queria memorizar palavras novas porque eu pensava que, quanto maior fosse o número de palavras, mais rápido eu aprenderia o idioma. Quando eu conseguia deduzir uma palavra nova, registrava imediatamente na capa, na pasta, enfim, registrava para não esquecer (!). Não só esqueci aquelas palavas, como esqueci também o livro com capa, pasta e tudo o mais.

Outro fato que me lembrei é que, anos atrás eu guardava os números de telefone todos na cabeça, quando senti que a “memória” estava um pouco cheia, resolvi usar um HD externo, diga-se uma agenda para telefones. Hoje, não sei nenhum daqueles números e, se perder a agenda, perdi a memória.

Ou seja, quando anotamos estamos delegando a função de manter aquela recordação para outro meio, seja papel, seja computador (quanta informação em CD, HD externo que a gente nem se lembra mais!).

Para a aprendizagem, é importante trabalhar com a informação e não apenas guardá-la para usar um dia.

Assim, em lugar de anotar tudo, anote dicas, trechos importantes, faça gráficos, esquemas e depois aprofunde seus estudos. Por exemplo, você teve uma aula em que se usava o Present Continuous Tense, anote no seu caderno as situações em que se usa esse tempo verbal, em casa, trabalhe com o conteúdo. Se você anotou que é o tempo verbal usado para descrever ações que estão em curso, por exemplo, observe seu entorno e descreva o que as pessoas estão fazendo. Não importa nesse momento se o vocabulário está pequeno, se você recorreu ao dicionário mil vezes, o que importa é exercitar o conceito.

Abraço e até a próxima!

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