Author Archives: Angela Ventura

25 most common financial terms

25 most common financial terms é o primeiro de uma série de posts com  25 termos mais usados de cada área. Todos com link para download de arquivo (.pdf) e sugestão de materiais.

common financial terms

 

Caso você seja da área financeira  e queira se aprofundar no estudo do vocabulário específico, sugiro o material English For Accounting, da Oxford University Press.

 

 

accounts payable – títulos e contas a pagar
accounts receivable – títulos e contas a receber, dívidas a receber
asset – ativo
audit (accounting) – auditoria, controle de contas
balance sheet – balanço
bank statement – extrato de conta bancária
bid – lance, licitação, oferta
cash flow analysis – análise de fluxo de caixa
cost allocation – designação de custo, distribuição de custos
equipment leasing – arrendamento de equipamento
fees – taxas, tarifas
gross profit – lucro bruto
income – receita
income tax – imposto de renda
intangible asset – ativos intangíveis
interests – juros
liabilities – dívidas, passivo,
loan – empréstimo
mortgage – hipoteca
net profit – lucro líquido
payables – contas a pagar
penalty interest – juros de mora
profit – lucro
tangible asset – ativos tangíveis
tax – impostos

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Anoto várias palavras novas na aula. No dia seguinte, esqueci tudo. O que fazer?

Você anota várias palavras novas durante a aula e, no dia seguinte, já não se lembra mais?

Quando escrevi sobre  como fazer anotações durante a aula com mais eficiência eu disse que era preciso trabalhar com a informação e não apenas guardá-la para usar um dia, assim o aprendiz se apropria do novo conhecimento.

Mas percebi que meus alunos precisavam de uma orientação ainda mais direta, concreta, simples de seguir. Assim, criei esta ficha de estudos que engloba, de forma simples, o passo-a-passo do processo de assimilação de vocabulário, descrito abaixo:

1- Detecte as palavras realmente desconhecidas

Antes de dizer que não conhece uma palavra, verifique se não se trata de uma palavra cognata (banana/banana) ou palavra transparente (national/nacional), se há afixos (unhappy/ happiness), se é uma palavra composta (homemade). Só depois disso, inclua esta palavra na sua lista de “palavras desconhecidas”.

2- Levante hipóteses a partir do contexto

Muitas pessoas ficam tão aflitas ao encontrar  palavras desconhecidas em um texto que desistem de ler.

A boa notícia é que, quase sempre, conseguimos entender o significado de uma palavra pelo contexto em que está inserida.

Levantar hipóteses torna a leitura mais divertida e dinâmica. Experimente!

3- Confirme se as suas hipóteses estavam corretas

Use um bom dicionário. Há versões online grátis ou aplicativos como Longman, Cambridge, Merriam Webster.

A partir do nível B2 eu recomendo o uso de um dicionário monolíngue (inglês/inglês). Eles trazem definições mais completas e atualizadas que os dicionários bilíngues (inglês/português). Há ainda a vantagem de que, enquanto busca o significado de uma palavra, você aprende várias outras.

Cuidado com o tradutor automático! Ele dá muito menos definições que um dicionário. É mais rápido, mas muito menos eficiente.

4-Descubra a função da palavra na frase

 Verifique qual a sua classificação gramatical no texto (verbo, substantivo, adjetivo, advérbio, parte de um phrasal verb, etc).

Lembre-se de que uma palavra pode assumir diferentes funções dentro de uma frase, dependendo do contexto. Por exemplo, book pode ser substantivo ou verbo. O dicionário traz essa informação também. É só consultá-lo com bastante calma e atenção.

5- Monte uma frase que tenha significado para você, usando esta nova palavra.

Nada mais eficiente para memorizar uma palavra nova do que usá-la em um contexto que tenha significado para você.

Por exemplo, ao construir uma frase com a palavra book como verbo, você pode inserir o nome do último hotel em que se hospedou ou que pretende se hospedar:

“I’ll book xxxxx hotel next time I travel to Salvador.”

(Eu farei reserva no hotel xxxx na próxima vez que viajar para Salvador).

****

6- Estude diariamente, mas não exagere em um só dia. 

Repita esse processo após cada aula, mas com certa moderação.

Se você tem 15 palavras novas num texto, não queira trabalhar com todas de uma só vez. Divida em grupos de 3 palavras. Trabalhe com cada grupo num dia. Em 5 dias, você terá 15 novas palavras no seu vocabulário.

Aprender requer tempo. Fazer dúzias de um mesmo exercício num só dia, vai saturá-lo e dificultar ainda mais a aprendizagem.  Varie o tipo de exercícios e amplie gradativamente o tempo de estudo.

Caso você tenha se identificado, clique aqui e faça download gratuito deste formulário. E não se esqueça de compartilhar com os amigos.

Produzir textos à mão: uma alternativa para melhorar a fala.

produzir textos mão melhorar fala

Produzir textos à mão: uma alternativa para melhorar a fala.

No início do ano de 2016, lancei um desafio aos meus alunos: produzir textos argumentativos.

O principal objetivo era criar oportunidade para que os alunos utilizassem as estruturas do idioma para expressar sua opinião de forma autêntica. E assim, estruturas gramaticais e vocabulário deixariam de ser conceitos abstratos e ganhariam significado concreto ao serem utilizados como ferramentas de expressão.

O desafio ficou ainda mais interessante quando pedi que os textos fossem escritos à mão. O objetivo era trabalhar planejamento, sequência,  coesão de ideias e estrutura textual, entre outras coisas.

Quando redigimos no computador fica fácil alterar a ordem dos parágrafos, arrastar palavras, cortar e colar frases. Esse processo é muito mais rápido e simples, no entanto, exige muito menos planejamento e organização.

No caso da escrita à mão, o processo de organizar os argumentos e a ordem em que serão apresentados oferece muitas oportunidades de aprendizagem. Resumindo, é preciso pensar antes de escrever, fazer as escolhas linguísticas mais adequadas ao gênero textual, organizar os argumentos (porque afinal de contas, escrever e ter de apagar tudo com uma borracha é muito demorado e cansativo, não é?).

Os assuntos eram introduzidos em aula por meio de vídeo, artigo de jornal, revista, site. O aluno falava sobre suas impressões iniciais sobre o assunto. Como trabalho de casa, era entregue uma folha impressa com uma pergunta (quase sempre polêmica) sobre o tema para que o aluno pesquisasse mais, fizesse suas reflexões e, por fim, produzisse um texto argumentativo.

De volta à sala de aula, o aluno era convidado a expor novamente sua opinião sobre o tema. Neste momento, foi possível observar que, organizar os argumentos para escrever, ajudou a produzir uma fala muito mais coerente e objetiva.

A correção era feita junto com o aluno, revisando tópicos gramaticais sempre que necessário, oferecendo novas opções lexicais, etc. As produções foram arquivadas em ordem cronológica.

Passados alguns meses, os alunos foram convidados a comparar suas primeiras produções com as mais recentes. Em todos os casos, ficaram surpresos com o quanto a escrita evoluiu e como influenciou positivamente na fala.

***

Dados para os colegas professores:

Meus alunos são todos adultos. Fazem aula individual (apenas duas alunas faziam aula em dupla).

Os níveis vão de B1 a C1 (CEFRL).

Para saber mais:

Five Steps to Writing a Good For and Against Essay (by Cristina Cabal)

Handwriting in the 21st Century?

Qual é a sua meta para este semestre?

Qual é a sua meta para este semestre?

Você já ouviu falar de SMART goals?
A seguir apresento uma tradução do texto da professora  canadense Michelle Morissette que utiliza esta ferramenta com seus alunos. Ela dá aula para alunos de diversos países que vão para o Canadá para cursos de três meses. 
 
***

Se eu perguntasse a vocês qual a sua meta para o curso de inglês, muitos responderiam “Eu quero melhorar meu inglês”. Outros tentariam ser um pouco mais específicos e diriam “Eu quero entender os falantes de inglês” ou “quero melhorar minha gramática”.

O que estes objetivos realmente significam? Como medi-los? Como determinar o quanto você, de fato, já atingiu? Como o professor pode ajudá-lo se suas palavras são tão amplas?

Então, qual a resposta?

É importante que você tenha um sonho, uma meta que queira atingir. Entretanto, se você realmente quer atingir essa meta, você não pode esperar que isto aconteça apenas por dizer que quer alcançá-la. Você precisa de estratégias reais que ajudem-no a atingir seu sonho.

Ao invés de ter objetivos vagos, indefinidos, você precisar determinar metas realistas, objetivos que você realmente consiga atingir.

Especialistas em negócios e psicólogos têm provado que determinar SMART goals ajudará você a atingir a sua meta com eficiência e eficácia e, ainda a medir e ver o seu progresso.

A palavra SMART é um acrônimo de Specific (específico), Measurable (mensurável), Attainable (possível de se alcançar), Realistic (realista)/ Relevant (relevante) e Time bound (com tempo determinado para terminar).

Então, o que tudo isto significa?

Uma maneira de pensar sobre os SMART goals é considerá-los com uma série ações menores, fáceis de cumprir rumo ao seu objetivo maior.

Se você usar esse método, você caminhará um passo de cada vez rumo ao seu destino final. Você estará propenso a desenvolver a autodisciplina, requisito para desempenhar as ações planejadas, além disso, esse processo fará você acreditar que é capaz de atingir o seu objetivo final.

 

Definindo seus objetivos – SMART goals

S- Specific (Específico)

Faça com que seus objetivos sejam específicos, diretos, fáceis de explicar para outra pessoa.

O que você quer alcançar? Dizer que quer melhorar a gramática do Inglês é vago. Não significa nada porque você não sabe realmente o que quer melhorar e não tem como medir esse objetivo

Por outro lado, se você está num nível avançado, comece com algo como “eu quero ser capaz de escrever cometendo o mínimo de erros em tempos verbais até o final deste curso” ou “eu quero ser capaz de entender e usar preposições apropriadamente em 80% do tempo”.

Não diga que quer aperfeiçoar as suas habilidades em comunicação. Tente algo como “quero ser capaz de manter confortavelmente uma conversa de 10 minutos com uma pessoa desconhecida”.

smart goalsM- Measurable (mensurável)

Faça com que seus objetivos sejam mensuráveis. Por exemplo, se você quer cometer menos erros em tempos verbais na escrita, comece a trabalhar neste objetivo aprendendo quais os tempos verbais usar na sua escrita.

Comece a fazer auto-correção e revisão em sua escrita. Finalmente, conte os erros em tempo verbal que seu professor destacou. Seus erros estão diminuindo a cada texto? Não desista depois de uma ou duas tentativas. Continue fazendo este exercício por um período, medindo o seu progresso.

Você está se aproximando do seu objetivo? Se você não alcançar o seu objetivo, avalie o tempo e a meta estipulados.


A- Attainable (possível de alcançar)

Certifique-se de que consegue atingir o seu objetivo em um prazo realista.

Não determine vários objetivos ao mesmo tempo. Por exemplo, se você não se sente seguro para falar inglês fora da sala de aula, não pense que estará fluente e seguro ao final de três meses. Em lugar disso, decida trabalhar para  se sentir seguro para falar em situações específicas de interação (como atender ao telefone, participar de uma conference call de 20 minutos, fazer uma apresentação de 15 minutos no trabalho). Então, escreva seu objetivo e trabalhe nele!

Depois de algumas semanas, tente determinar se o seu nível de segurança aumentou.

Continue medindo. Agora você está usando seu Inglês de forma espontânea com estranhos, no trabalho, etc?

R- Relevant (Relevante)

Certifique-se de que seus objetivos são relevantes no contexto geral das suas necessidades, por exemplo, ouvir músicas em inglês para adquirir vocabulário e pronuncia ( qual seria a relevância de ouvir músicas em português para melhorar o Inglês?!)

Foque nos seus pontos fracos em lugar de focar nos pontos fortes. Por exemplo, se a sua pronúncia está OK, então não precisa trabalhar nela agora.

Decida em que você precisa trabalhar mais agora. E seu vocabulário? Você ainda usa palavras simples como bad, good, nice, interesting, have, be, and, do  em lugar de uma seleção de palavras mais elaboradas que mostre que você não é iniciante?

Determine o tipo de vocabulário que você quer ser capaz de usar efetivamente num determinado prazo.

Certifique-se de que são palavras úteis na sua vida, não o tipo de vocabulário que você usará apenas uma vez em um teste. Então, estabeleça uma estratégia em como você pretende atingir esse objetivo. Faça com que seu objetivo seja específico, mensurável e realista.

T- Time Bound (com prazo determinado para acabar)

Determine um prazo limite dentro do qual você quer atingir o seu objetivo. Lembre-se: não há mágica. Seu Inglês não estará perfeito em três meses, mas você pode melhorar sua capacidade de ouvir noticiários em Inglês ou entender instruções mais complicadas no trabalho. Você pode começar a se sentir mais confortável ao sair da sua zona de conforto e falar com falantes nativos.

(Este texto foi baseado no artigo original em inglês de Michelle Morissette, mediante autorização da autora. Original aqui)

Para saber mais:

SMART goals- definição

Dear fellow teacher, if you liked the idea of using SMART goals as a tool in language learning, here you can find a complete presentation for free to help you to introduce it to your students.

 

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Livros grátis (e com áudio!)

Livros grátis (e com áudio!)

Quer uma motivação para começar a ler em inglês? Que tal uma coleção de livros com áudio? E o  melhor tudo grátis!

Ler é uma das formas mais eficientes de se adquirir vocabulário ( e conhecimento, claro!), além de novas palavras, você vai aprender expressões típicas do idioma, vai perceber como deve combinar adjetivos e substantivos, verbos e substantivos, etc.

Sempre recomendo que meus alunos leiam em voz alta, como exercício de pronúncia. Se o material escrito for acompanhado de áudio, o exercício poderá ser ainda mais rico. Veja uma sequência didática:

1- ler o texto em voz baixa- objetivo: entender o contexto geral do que será lido

2-ouvir a narração e acompanhar com o texto escrito- objetivo: prestar atenção à pronúncia e entonação

3-ler em voz alta- praticar a pronúncia e entonação (se possível gravar para comparar com o áudio original)

Pensando nisso, tenho um site excelente para indicar. The U.S Bureau of Education and Cultural Affairs mantém um site com vários livros que você pode baixar no formato pdf  e todos acompanham áudio. E o melhor, tudo grátis!

Alguns títulos da coleção:

The Adventures of Tom Sawyer, by Mark Twain

As aventuras de um garoto muito inteligente e sapeca. Um clássico para rir e chorar. Recomendo a leitura! Versão adaptada para alunos do Intermediário e Avançado.

pdf      áudio

The Adventures of Huckleberry Finnby Mark Twain

Huckleberry Finn é o melhor amigo de Tom Sawyer, dividem muitas traquinagens e muitas descobertas. Versão adaptada para alunos do Intermediário e Avançado.

Chapter 1 pdf         Chapter 1 audio

Chapter 2 pdf         Chapter 2 audio

The Gift of the Magi 

Narra as aventuras de um casal que não mede esforços para conseguir o mais perfeito presente de Natal para o companheiro.

pdf      áudio

 Edgar Allan Poe: Storyteller 

Coletânea de sete contos de Edgar Allan Poe, adaptados para alunos de nível Intermediário a Avançado.

pdf    áudio

livros grátis

 

 

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Como aprender inglês com filmes.

Aprender é muito mais fácil quando podemos nos envolver com o conteúdo, nos divertir, construir coisas, fazer amigos. Aprender inglês com filmes é uma das melhores estratégias para ampliar vocabulário e aprender a pronúncia de novas palavras.

Uns anos atrás, eu alugava filmes legendados, colava fita crepe na tela da TV no lugar em que deveria aparecer a legenda e assistia o filme duas vezes ou mais. Qual professor de inglês que nunca fez isso? Era a forma que tínhamos de treinar o listening. Filme com legenda e áudio em inglês não existia nas locadoras. Lembro-me que uma revista lançou uma coleção de fitas assim. Corri pra comprar a primeira (era promoção). O filme era a Rosa Púrpura do Cairo, assisti mil vezes…só pra treinar listening, pronúncia e vocabulário.

Quando surgiu o DVD, logo pensei: “a salvação da lavoura!”.

Não perca tempo! Pegue seus filmes favoritos e ponha com áudio em inglês e sem legenda. Assista, veja se entendeu alguns diálogos, quais palavras ouviu? Assista novamente, agora áudio e legenda em inglês. Pare o filme, volte, explore os diálogos, o vocabulário.

Depois de assistir ao filme, tente registrar algumas expressões que foram usadas, por exemplo, durante um jantar: o que o garçon disse, o que falaram para o garçon, como pediram a conta, como pediram o cardárpio. Faça isso em forma de mapa conceitual (mind map). Será uma forma rica de construir um vocabulário que tenha significado, amparado no contexto real de uso da língua. Dependendo do tipo de filme, o vocabulário será muito informal, com muitas gírias específicas de grupos sociais, o que dificultará a sua compreensão. Prefira documentários, filmes românticos, infantis, épicos.

Um conselho: assista sozinho! Não adianta chamar a namorada, o marido, os filhos pra assistir com você. Assista com caderno, lápis, dicionário e controle remoto na mão. Você está estudando, lembre-se disso.

Na Internet, é possível encontrar vários materiais prontos, trechos selecionados acompanhados de série de questões para avaliar se você entendeu tudo.

Eu sugiro o site ESL Video Quizzes. Na barra superior do site, acesse /Quizzes/ e na barra que abrirá, selecione o seu nível: Beginning, Low-intermediate, etc. É só esperar o filme carregar e depois responder as questões na direita da tela e verificar se você acertou tudo. Faça isso sem moderação, quantas vezes quiser!

Abraço e até a próxima!

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Quanto tempo leva para aprender inglês?

Se você é professor, já ouviu está pergunta milhões de vezes.

Se você é aluno, está ansioso pela resposta.

Infelizmente, não tenho a reposta porque não é o professor que determina quanto tempo “leva pro aluno aprender inglês”. Quem determina a duração do curso é o próprio aluno. É ele quem deve definir onde quer chegar com o idioma. Talvez, ele precise passar no teste de proficiência para entrar no mestrado, talvez passar num concurso, ou “se virar” numa viagem ao exterior, ou ser fluente, ou ser professor daquele idioma.

kid-riding-bikeAprender a andar de bicicleta, é um exemplo muito pertinente. Embora, alguém dê a bicicleta de presente, ensine as técnicas de sentar, pedalar e virar pra um lado ou outro, segure a bicicleta, dê um empurrãozinho na subida, quem vai decidir o melhor momento para tirar as rodinhas auxiliares e sair pedalando sozinho, é o aprendiz.

O aprendiz talvez, como eu, contente-se a dar umas pedaladas desengonçadas. Talvez, ele queira aprender a fazer algumas manobras diferentes. Talvez queira ser um profissional. Talvez queira ser campeão.

Observem que quem decidiu quando ser independente e quanto se aperfeiçoar foi o próprio aprendiz.

Eu nunca serei campeã de bicicross, mas a minha habilidade de “pedaladas desengonçadas” satisfaz a minha necessidade e me deixa bem. Sou uma ciclista desengonçada feliz! E isso foi decisão minha.

Então, não se engane:

1- Não há fluência em 18 meses. Há sim aprendizagem, mas não fluência.

2- Não há aprendizagem sem esforço, sem dedicação. Não existe curso mais fácil. A tarefa é a mesma.

3- Não existe aprendizagem se você não se assumir como aprendiz. Deixe de “corpo mole”, arregace as mangas e estude!

4-Não tenha pressa. Dedique-se, respeite o seu tempo de aprendizagem. Não há mágica.

5-Não faça do idioma um fardo. As coisas que você gosta podem ser estudadas, descritas, ouvidas em inglês, espanhol, japonês. Veja seus filmes favoritos, músicas, pesquise sobre seu hobby no idioma que quer aprender.

6- E o mais importante: confie em você.

Achei um vídeo que fala quase tudo isso, em outras palavras e com outros argumentos. E se quiserem aproveitar, o canal todo é muito bom: Misterduncan.

O Denilso de Lima escreveu um artigo muito interessante sobre o mesmo tema, falando da preparação do aluno para a aprendizagem autônoma. Vale conferir. Aqui.

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Está procurando emprego? Tem dúvidas sobre o processo de seleção? Não perca estas dicas.

Uma dúvida recorrente na hora de atualizar o currículo é como descrever o nível de inglês, como se preparar para a entrevista, é relevante citar no nome da escola ou do professor, quais habilidades do idioma são essenciais para ingressar no mercado, etc? Para responder a estas e outras dúvidas, convidamos uma profissional experiente em recrutamento e seleção, Angela W.Lima, Headhunter da Vale Empregos.

Então, vamos à entrevista:
***
– É relevante colocar no currículo os diplomas de cursos de inglês como fazíamos antigamente? (diplomas de escolas, franquias, por exemplo)

-Angela W Lima: Não necessariamente, mas colocar o nome da última escola cursada e o nível do inglês ajuda bastante, eu gosto de encontrar no currículo o nível da língua como no exemplo:
Idiomas:
Inglês:- Fala (intermediário) Escreve (avançado) Lê (avançado) – “EscolaX” 2008 (último ano cursado).
Ou
Inglês:- Fala (07) – Escreve (09) – Lê (09) – cursando “EscolaX”
Isso dá uma boa noção à selecionadora do nível de inglês do candidato.
É Importante também colocar se ainda está cursando, pois se a vaga pede um inglês avançado, mas o aluno está no intermediário, mas está cursando, então está apto a concorrer a vaga.

Outra dica é que quando se está aprendendo com um professor particular, em vez de colocar “cursando”, pode se colocar “em desenvolvimento”, isso é válido também quando a pessoa é autodidata, coloque “autodesenvolvimento”.

– E quanto a certificados internacionais, como TOEFL por exemplo, oferecem algum diferencial ao currículo?
– Angela W Lima: Sim, a certificação dá a certeza do nível de fluência da língua, “elitiza” o candidato.

– Se o candidato tem apenas conhecimento básico de inglês, adquirido durante o Ensino Fundamental e Médio é importante inserir esse dado no currículo?
– Angela W Lima: Não. Só deve incluir no CV a partir do Intermediário, também colocar no currículo o inglês básico ou intermediário e colocar que está “cursando particular” dá a idéia de puro “enrolation”, se for realmente particular, coloque o nome do Professor.

– Inglês em desenvolvimento – Nível: Fala (básico) Escreve e lê (interm)

  Professora: Angela Ventura , Método: “X”       (desde 04.2005)

– Como o conhecimento de inglês é avaliado no processo de seleção?
Angela WLima: Geralmente, é entrevistado pelo profissional da área, fluente no idioma. Não raro, um primeiro teste é feito pelo telefone por profissional. Muitas vezes, escolas de inglês são contratadas para aplicação dos testes. Algumas empresas enviam primeiro um link para o primeiro teste on line.

– Quais as habilidades são mais cobradas pelas empresas: a fala, a escrita, capacidade de ouvir/entender ou a leitura?
– Angela W Lima: Capacidade de falar e ouvir são mais solicitadas.

– Com relação à gramática, ela é cobrada e apreciada durante o processo de seleção?
– Angela W Lima: Quando o teste é aplicado por escolas sim, mas primeiro é avaliado o idioma falado. Depende muito de como o idioma será usado na empresa, há casos que será usado mais para comunicação por e-mail, e assim a gramática será cobrada, cada caso é diferente.

-E a pronúncia é avaliada durante a seleção?
– Angela W Lima: Sim, é a primeira avaliação.

-Você já entrevistou candidatos que mesmo tendo um nível avançado, “travaram” no momento de falar?
– Angela W Lima: Sim, se o candidato não é bem preparado, ele trava.

– Você deixaria alguma dica, conselho para os profissionais que ainda não dominam a língua inglesa?
– Angela W Lima: A dica é procurar uma escola ou um profissional sério, procurar avaliar se o professor é realmente capacitado, se a técnica utilizada vai ao encontro de suas necessidades e começar a estudar o quanto antes. Você vai ver que é bem mais fácil do que você imaginava.
Ah, e o diferencial salarial de um profissional com inglês é de mais de 30%. Hoje em dia uma empresa solicitar candidatos com fluência no idioma inglês já é considerado requisito obrigatório, mas candidatos com inglês avançado ou fluente ainda é um diferencial competitivo.
Yes we can! You can!

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angela limaÂngela W LimaCom Formação na área Administrativa e em Gestão de Recursos Humanos, Pós Graduada em Gestão de Pessoas com enfase em Projetos Sociais pela UNIFEI-Universidade Federal de Itajubá-MG, atua na área de Gestão de Pessoas e Recursos Humanos de forma empreendedora desde 1986, é Headhunter há 15 anos.
Atua como Professora Universitária do curso de Administração, ministrando Aulas sobre Gestões Complexas, Relações Humanas Organizacional, Liderança, Comunicação Interna, Gestão Empresarial, Gestão do Conhecimento e Outras Ferramentas de Gestão e outros temas ligados a Desenvolvimento Humanos e Profissional. Para saber mais, clique aqui.

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